rcoutog

Conhecer preferências pessoais é a saída para montar equipes multidisciplinares nas pequenas Empresas

In Estratégias de pessoas on Abril 14, 2011 at 3:57 pm

Por Mariana Portela e Roberta Brandi

No mundo corporativo atual, urgência e inovação
são palavras de ordem. Atender com rapidez e
criatividade se tornou um pré-requisito para o sucesso
de uma empresa. Sendo assim, o papel do líder se torna
cada vez mais decisivo para a conquista da eficiência e
produtividade. A necessidade por mudanças e
constante busca por novos modelos que atendam as demandas emergentes, fruto de
um mercado cada vez mais exigente, requer que o líder saia do papel de
autoridade e comandante para exercer um papel de
facilitador e desenvolvedor de talentos.

No caso das pequenas empresas, as equipes enxutas e muito
próximas dos donos do negócio podem facilitar a confusão de
papéis no relacionamento e o surgimento de problemas interpessoais. Para
minimizar a possibilidade de enganos relacionados a uma possível proximidade ou
distância excessiva, o líder deve se conhecer para obter o melhor de seus
colaboradores.

 

Para ilustrar vamos criar dois personagens fictícios, mas que são bem “reais”
nas pequenas empresas: a Kátia e o Carlos. A primeira é uma profissional tímida,
boa executora de tarefas e atenta aos detalhes. O segundo é expansivo,
desorganizado e com uma ótima visão do macro. Em uma equipe de trabalho
multidisciplinar em que os colegas sabem de suas características e as dos
outros, essas personalidades seriam consideradas complementares da seguinte
forma: Carlos veria o todo do projeto e como executá-lo e Kátia o ajudaria
percebendo os detalhes que não estariam bem amarrados, as mudanças necessárias
para que ele fique completo e auxiliaria na iniciativa de colocá-lo em
prática.

 

Mas a realidade das pequenas empresas em muitos casos não é essa. É comum a
situação em que o líder e os colaboradores não possuem essa consciência em
relação a si e ao outro. Daí essa ajuda na execução acaba sendo interpretada de
outras formas, gerando assim desconfianças entre os colegas, o que derrubaria a
produtividade da equipe.

 

Por esse motivo, a gestão de equipes é a forma mais eficaz de conseguir
motivação, confiança e produtividade dos colaboradores. Para fazê-la de uma
maneira eficaz, o Myers-Briggs Type Indicator (MBTI®) é o instrumento mais
indicado para ser aplicado nos funcionários de uma pequena empresa.

No mundo, mais de dois milhões de pessoas respondem a ferramenta por ano e, no
Brasil, já foram mais de 143 mil nos 15 anos em que está aqui. Desenvolvido com
base na teoria dos tipos psicológicos de Carl Gustav Jung, o instrumento
identifica quatro preferências pessoais, com base em funções e atitudes
psicológicas, que somadas caracterizam o tipo psicológico do indivíduo. Ao todo
são 16 tipos.

Uma pesquisa com base neste método identificou que os brasileiros preferem,
em sua maioria, ambientes de abertura, interação, comunicação e sociabilidade.
Um profissional com esta preferência se sentiria mais motivado em profissões nas
quais as chances de interagir e comunicar-se são maiores. Claro que isso não
significa que uma pessoa com essas preferências psicológicas não possa trabalhar
como programador, por exemplo. Significa apenas que, para um gestor ter uma
equipe heterogênea, ele precisa saber lidar com as diferenças do seu grupo, de
acordo com as preferências individuais. Para garantir o sucesso de seu time e de
cada indivíduo que o integra, o líder pode lançar mão de todos os recursos
disponíveis para o autoconhecimento e gestão de conflitos que possam auxiliá-lo
em sua missão, bem como auxiliar seus pares a seguirem o mesmo caminho.

 

Ao identificar as preferências pessoais de seus colaboradores e mapear a sua
equipe, o líder põe à prova toda a capacidade existente em seu grupo conseguindo
o máximo de resultados dos indivíduos que o compõe. Além disso, consegue
minimizar a incidência de problemas que vão na contramão das preferências
pessoais de cada integrante e que geram o  baixo desempenho. Pois reduz
significativamente o estresse e a desmotivação.

 

Ao conhecer e tomar decisões que agreguem valor às pessoas, o líder ampliará
o comprometimento e a dedicação de sua equipe. Afinal de contas, pesquisas nos
mostram que o salário não é o principal motivo pelo qual as pessoas permanecem
em uma determinada corporação. O ambiente de trabalho, incluindo o
relacionamento com o líder e com os colegas, e a possibilidade de
desenvolvimento profissional são os grandes protagonistas do sucesso das pessoas
em seus meios de trabalho.

Mariana Portela é Consultora de Desenvolvimento Organizacional da
Fellipelli, formada em psicologia pela PUC-SP, pós-graduada em Comunicação e
Cultura pela Universidade de Lisboa.

Roberta Brandi é Gerente de Relacionamento da Fellipelli, formada em
psicologia pela PUC-SP, pós-graduada em Mediação de Conflito também pela
PUC-SP.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: